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Perícia médica do INSS: como se preparar e o que levar

Na prática, é a perícia que decide. Um pedido de benefício por incapacidade bem instruído pode ser negado em dez minutos de exame, e um pedido frágil pode ser deferido quando a documentação é clara. Entender o que o perito avalia — e o que ele não avalia — muda o resultado.

O que o perito do INSS avalia

O perito não julga se você está doente. Ele julga se você está incapaz para o trabalho, e por quanto tempo. São coisas diferentes: é possível ter doença grave e ser considerado capaz, e é possível ter diagnóstico simples e ser considerado incapaz para determinada função.

A avaliação combina:

  • O diagnóstico e sua repercussão funcional;
  • A atividade que você exerce, com suas exigências físicas e mentais;
  • O tratamento em curso e a perspectiva de recuperação;
  • Idade, escolaridade e possibilidade de reabilitação para outra função.

Por isso, dizer o que você faz no trabalho é tão importante quanto dizer o que você tem.

O relatório médico que funciona

Este é o documento decisivo. Um bom relatório traz:

Elemento Por quê
CID e diagnóstico Identifica a patologia
Data de início da doença e da incapacidade Define a DII, que fixa quando o benefício começa
Histórico do tratamento Medicamentos, cirurgias, terapias, internações
Limitações funcionais concretas “Não pode permanecer em pé por mais de 20 minutos”, “não pode levantar peso acima de 5 kg”
Relação com a atividade exercida Liga a limitação à função real do paciente
Prognóstico e tempo estimado de afastamento Ajuda a fixar a data de cessação
Assinatura, carimbo, CRM e data Sem isso, o documento perde força

Relatório genérico — “paciente com lombalgia, afastar por 30 dias” — é o que mais gera indeferimento. Relatório que descreve limitação funcional é o que convence.

O que levar no dia

  • Documento de identificação com foto e CPF;
  • Todos os laudos, relatórios e atestados, em ordem cronológica;
  • Exames de imagem originais (as imagens, não apenas os laudos);
  • Receitas e caixas dos medicamentos em uso;
  • Comprovantes de internação, cirurgia e fisioterapia;
  • Carteira de trabalho ou documento que mostre a função exercida;
  • Cópia de tudo, para deixar com o perito e ficar com o original.

Leve os documentos organizados e separados por assunto. O tempo de perícia é curto.

O que não fazer

  • Não exagere. Simular sintoma é o caminho mais rápido para a negativa, e o perito é treinado para identificar incoerências.
  • Não minimize. Muita gente, por educação ou constrangimento, responde “estou bem”. Relate a rotina real: o que deixou de fazer, o que dói, do que depende de ajuda.
  • Não leve só o atestado. Atestado com dias de afastamento não substitui relatório clínico.
  • Não falte. A ausência gera arquivamento do pedido. Havendo motivo justificado, é possível reagendar pelo Meu INSS.

Se o resultado for negativo

Negativa não encerra o caso. Existem dois caminhos, que podem ser combinados:

  1. Recurso administrativo ao Conselho de Recursos da Previdência Social, no prazo de 30 dias, com nova documentação médica;
  2. Ação judicial, em que haverá perícia com médico nomeado pelo juízo, independente do INSS.

Na Justiça, o índice de reversão em benefícios por incapacidade é expressivo, justamente porque a perícia judicial é mais detalhada. Todo o procedimento está em benefício negado pelo INSS e, para benefícios em curso, em benefício cortado pelo INSS.

Perguntas frequentes

O que é a “alta programada”?

É a data de cessação fixada já na concessão. Se, ao chegar essa data, você ainda estiver incapaz, deve pedir prorrogação nos 15 dias que antecedem o fim do benefício — e não deixar cessar para requerer de novo.

Existe perícia sem exame presencial?

Em determinadas situações e programas específicos, o INSS analisa documentos médicos sem exame presencial. Isso torna a qualidade do relatório ainda mais determinante.

Fui considerado apto mas meu médico discorda. Vale insistir?

Vale, desde que a documentação seja fortalecida. Divergência entre médico assistente e perito é normal e é exatamente o que a perícia judicial vem resolver. Veja também aposentadoria por incapacidade permanente.

Prepare-se antes, não depois

Revisar a documentação médica antes da perícia costuma valer mais do que recorrer depois. Faça a análise gratuita ou fale com a Dra. Vandressa pelo WhatsApp.

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Faça a análise gratuita em menos de um minuto ou fale diretamente com a advogada pelo WhatsApp. Cada caso é avaliado com atenção e sigilo.

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Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a orientação jurídica individualizada. Cada caso possui particularidades que exigem análise por profissional habilitado.